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RAIZ

CIRCO CAÓTICO | 17 Setembro | 16h30 | Palco Alameda

Um Território para reunir o que está fragmentado. Espaço que

não nos segura e favorece a queda, um espaço onde o comum

e a intimidade negociam um plural, onde a liberdade e o caos

andam de mãos dadas, e essa dualidade é exatamente onde

queremos estar. Dois corpos dilacerados pelas forças que

enfrentam na tentativa de escapar de si mesmos, de um lugar

instável entre o “eu” e o “outro”.

Num dueto acrobático, somos conduzidos numa experiência

com o propósito de pensar o conceito de lugar comum.


Este espetáculo surge numa altura em que a pandemia mundial obriga ao isolamento. Partindo da ideia, de coabitar um território, de que forma as nossas relações são afectadas por este isolamento?

De que forma podemos partilhar um espaço no pós pandemia? De que forma teremos de

repensar valores e práticas?

Num espaço, dois intérpretes quase imóveis, imersos em terra, procuram

incessantemente uma empatia no movimento, conectados pelo desejo de se

tocarem. Qualquer movimento influencia o espaço, a estabilidade do outro,

forçando-o a uma constante adaptação.

Qual é o conceito de empatia nos dias de hoje?

Este espaço de terra, é usado como palco, como campo de batalha, este

amplo espaço é preenchido por uma tensão contínua, gerada pela pesquisa

constante de equilíbrio entre o espaço e os dois corpos.

Conceitos como continuidade, equilíbrio, resiliência e resistência são chave

no desenvolvimento da peça. Surge, então, na pesquisa, o binómio

equilíbrio/queda. Através da técnica de portes acrobáticos, os

intérpretes num contexto moderno que, desafiando as leis da gravidade, se

envolvem num longo, repetitivo e inevitavelmente fracassado esforço pela

sobrevivência, sem opção de recusa ou desistência.

Este espectáculo propõe-se alertar para os papeis sociais nas relações

humanas: esta performance não é feita para impor uma narrativa óbvia, mas

sim oferecer ao público uma experiência, na qual o conduzimos a questionar

o seu papel enquanto indivíduo.

A música é composta originalmente para este espetáculo e reforça a relação

com o espaço, criando uma tensão constante entre público e performance.



Duração: 40minutos

Classificação Etária: M/3

Direção: Daniel Seabra

Interpretação: Daniel Seabra e Mafalda Gonçalves

Design Sonoro: Miguel De

Apoio à Criação: DGARTES - Governo Portugal

Residência Artísticas: Espaço AbraçAR-TE

Apoio à produção: KILIG

Fotografias Promocionais: Susana Chicó

Vídeo: Miguel Dee Ashleigh Georgiou

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